O Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, participou numa reunião, no dia 30 de janeiro, com o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, onde participaram cerca de 40 autarcas da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra e da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.
O encontro teve lugar em Coimbra e contou também com a presença dos Secretários de Estado da Economia, João Rui; da Energia, Jean Barroca; da Proteção Civil, Rui Rocha; e do Planeamento, Hélder Reis.
A reunião teve como principais objetivos fazer um ponto de situação sobre os impactos da depressão Kristin, perceber as dificuldades sentidas no terreno e identificar as intervenções mais urgentes.
O Ministro da Economia e da Coesão Territorial admitiu que a visita ao terreno permitiu ter “uma visão mais abrangente e mais completa” de “uma situação nunca vista”, de um “problema enorme, muitíssimo grave”.
Os municípios mostraram-se preocupados com os avultados estragos que a depressão Kristin deixou no território e reafirmaram o seu empenho e esforço no apoio direto às populações, empresas e Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), sublinhando que a resposta está a ser conduzida o mais rápida, próxima e articulada possível.
Os Autarcas manifestaram reconhecimento pelo trabalho de todos os operacionais e voluntários, que têm prestado um apoio contínuo no terreno, destacando os Bombeiros, Proteção Civil, GNR, PSP, serviços de saúde e funcionários municipais, não esquecendo os imensos populares com espírito solidário e de entreajuda.
Manuel Castro Almeida não fez uma referência concreta a apoios, transmitindo que todos os que tenham sofrido prejuízos deverão acionar os seguros com a maior brevidade possível. Em primeira linha, “vão ter que entrar os seguros” das casas, fábricas, infraestruturas e equipamentos, para depois aparecer o Estado suplementarmente.
A demonstração dos encargos e a dimensão dos prejuízos “é mais do que suficiente” para Portugal poder ativar um fundo de solidariedade europeu disponível, tendo várias semanas para o poder fazer.
Face às previsões de chuva, o Ministro afirmou que, nos próximos dias, avizinham-se “dificuldades acrescidas”, porque as barragens estão cheias e há problemas de zonas inundadas, além de que poderá aumentar a destruição e degradação de edifícios e infraestruturas danificados e sem telhado.
“Vamos ter que estar muito atentos e ativos”, alertou o governante, informando que a Ministra do Ambiente vai também acautelar, na medida do possível, os danos que podem vir com as chuvas intensas que se aproximam.