Na sequência da declaração da Situação de Alerta e da Situação de Calamidade para o concelho, o Município de Castelo Branco realizou na sexta-feira, 30 de janeiro, uma nova reunião de trabalho com os Executivos das Juntas de Freguesia, com o objetivo de definir estratégias de atuação ajustadas ao contexto excecional vivido no território.
Foram analisadas as necessidades mais urgentes decorrentes da situação, reforçando-se a articulação entre o Município e as Freguesias, de forma a garantir uma resposta célere, coordenada e eficaz no apoio às populações afetadas.
Durante a reunião, elementos da Divisão Administrativa e de Contratação Pública da Câmara Municipal prestaram esclarecimentos técnicos, explicando os procedimentos de contratação pública disponíveis por necessidade imperiosa, assegurando o cumprimento do enquadramento legal aplicável em contexto de emergência e promovendo uma atuação mais eficiente na resposta às situações emergentes.
Seguiu-se um levantamento das necessidades mais urgentes, identificadas nas diferentes freguesias, que permitiu ao Serviço Municipal de Proteção Civil efetuar uma avaliação mais precisa dos impactos e a definição de ações futuras a implementar.
O Presidente da Câmara Municipal reconheceu e agradeceu “o esforço e o empenho extraordinário” de todas as entidades envolvidas, das Juntas de Freguesia e também de particulares que, em muitos casos, avançaram de imediato para responder às situações mais urgentes no terreno.
Leopoldo Rodrigues frisou que estão em curso diversas ações e intervenções, num esforço contínuo para mitigar os danos já registados. Contudo, os próximos dias suscitam especial preocupação, tendo em conta as previsões de precipitação e vento, que poderão agravar alguns dos prejuízos existentes.
Quanto à energia elétrica, cerca de metade das 22 freguesias do concelho ainda se encontrava com falhas de fornecimento, situação que continua a preocupar, sobretudo nas zonas onde, além da falta de luz, se verificam também dificuldades ao nível das comunicações, tornando estas freguesias particularmente críticas.
Os Executivos das Juntas de Freguesia têm trabalhado na procura de soluções, conscientes de que não é possível resolver tudo em simultâneo, sendo necessário estabelecer prioridades, dando resposta às situações mais urgentes.
O Autarca albicastrense sublinhou que “Castelo Branco enfrenta uma situação sem precedentes, com um impacto nunca antes vivido no concelho”. Até ao momento, não existem ainda números globais sobre os prejuízos, que se anteveem muito elevados, abrangendo danos públicos e privados. As estimativas serão realizadas ao longo dos próximos tempos, à medida que o levantamento no terreno for sendo concluído.
Há a registar 2 feridos ligeiros, elementos de uma família que ficou desalojada, mas que se encontra numa habitação disponibilizada pela Câmara Municipal.
Leopoldo Rodrigues salientou que “o Município de Castelo Branco está a fazer o melhor que está ao seu alcance, mantendo a população informada”, reforçando os alertas necessários e deixou uma palavra de solidariedade e união: “Os momentos mais difíceis e de adversidades devem servir para nos unir e reforçar aquilo que Castelo Branco sempre demonstrou ser - um concelho solidário, resiliente e que funciona bem enquanto comunidade”.