Na sequência das Depressões Kristin e Leonardo, que recentemente atingiram o concelho de Castelo Branco, a Câmara Municipal tem disponível um serviço de apoio psicológico dirigido à população afetada.
A ocorrência de fenómenos meteorológicos extremos, de grande dimensão e imprevisibilidade, pode gerar sentimentos de insegurança, ansiedade e stress, com impacto significativo na saúde psicológica e no bem-estar das pessoas. Estas reações são naturais em contextos de catástrofe e devem ser reconhecidas e acompanhadas de forma adequada.
Nesse sentido, o Serviço Municipal de Proteção Civil, através de serviço prestado pela Psicóloga Eduarda Rodrigues, disponibiliza apoio psicológico a todos os munícipes que considerem necessitar deste acompanhamento.
Para tal, os interessados deverão solicitar o apoio psicológico através do contacto telefónico 961 459 826, de segunda a sexta-feira, entre as 9h00 e as 12h00.
Com esta iniciativa, o Município de Castelo Branco reafirma o seu compromisso com a saúde e o bem-estar da população, mantendo-se atento às necessidades decorrentes desta situação e disponível para prestar o apoio necessário.
- Situação de Exceção em Catástrofe -
Durante fenómenos meteorológicos extremos, algumas pessoas veem os seus bens destruídos e o ambiente fica caótico, o que pode trazer um conjunto intenso de emoções e reações.
Pode também persistir medo do futuro, de repetição das ocorrências e memórias persistentes acerca do evento ocorrido.
O QUE FAZER PARA LIDAR MELHOR:
→ Aceitar o impacto emocional da catástrofe, pois é uma forma de reagirmos a uma situação de exceção;
→ Falar sobre o que sentimos, não esquecendo que há outras pessoas que também se sentem assim;
→ Apoiarmo-nos uns aos outros (é fundamental sentirmo-nos compreendidos e que somos eficazes na ajuda ao outro);
→ Evitar a exposição excessiva a notícias (é importante estarmos informados, mas ter atenção à veracidade da informação e, caso nos traga ansiedade ou angústia, deve-se reduzir o tempo de exposição à televisão);
→ Restabelecer as rotinas assim que possível (sono, alimentação, medicação);
→ Ser paciente e tolerante com os outros e consigo mesmo, tendo presente que cada pessoa reage à sua maneira;
→ Procurar ser resiliente e entender que nos encontramos numa fase de pós-impacto, ainda distante do retorno à normalidade;
→ Pedir ajuda profissional se identificar sinais de alerta em si ou nos outros ou se sentir que não está a ultrapassar sozinho/a os efeitos emocionais da tempestade;
→ Vigiar pessoas em maior situação de vulnerabilidade (como idosos e pessoas em situação de isolamento geográfico ou outras).
- Em relação às crianças -
Tal como os adultos, as crianças também podem vivenciar sensações de medo, raiva, insegurança e precisar ainda mais dos pais ou de algum adulto de confiança por perto.
É possível que fiquem mais agitadas, que chorem com mais facilidade ou se isolem. Podem apresentar também mudanças transitórias ao nível do sono / pesadelos, apetite ou motivação para as atividades escolares.
COMO AJUDAR:
→ Estar presente física e emocionalmente, oferecer segurança e responder a todas as dúvidas que coloquem;
→ Validar o que estão a sentir e jamais criticar os seus sentimentos, mostrando que são compreendidas e que esses sentimentos são naturais face à tempestade;
→ Protegê-las das notícias (dar apenas a informação estritamente necessária e adequada à sua idade);
→ Manter sempre que possível as suas rotinas habituais (escola, refeições, regras familiares ou outras atividades habituais e encorajá-los a colaborar sempre que necessário);
→ Ter sempre presente que as crianças funcionam muito em ‘espelho’, ou seja, vão refletir a forma como os pais e cuidadores lidam com o acontecimento;
→ Reduzir o fator ‘surpresa’ ao máximo e assegurar a ‘previsibilidade’, antecipando, sempre que possível, todas as alterações necessárias à rotina familiar ou escolar.