A Estação Náutica de Castelo Branco - situada no Rio Ponsul, nos Lentiscais - foi oficialmente certificada e passou a integrar a Rede das Estações Náuticas de Portugal.
A certificação tem a duração de 3 anos (até fevereiro de 2029) e surgiu após a deliberação final da reunião da Comissão de Avaliação da Fórum Oceano - Associação da Economia do Mar, composta por um conjunto de elementos representantes de entidades relevantes no desenvolvimento da náutica, do turismo e da política do Mar.
De acordo com a Comissão, “é justo reconhecer o empenho e a qualidade do trabalho apresentado, que resultou na construção de um dossier sólido, refletindo os compromissos e as bases para o desenvolvimento da vossa Estação Náutica”.
A Cerimónia Pública de Certificação decorreu esta quinta-feira, 26 de fevereiro, durante a Sessão Nacional da ‘Rota Nautical Portugal’, no Stand da Entidade Regional de Turismo do Algarve, na BTL - Better Tourism Lisbon Travel Market.
Tratou-se de um momento de grande relevância, onde foram entregues a Placa, o Certificado e a Bandeira referentes à certificação da Estação Náutica de Castelo Branco, estando presentes o Presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, a Vereadora Christelle Domingos, e a Chefe da Divisão de Desenvolvimento Económico, Inovação e Promoção Territorial, Susana Farinha.
Para o Município albicastrense, a certificação atribuída traduz o reconhecimento do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido na valorização do Rio Ponsul, afirmando Castelo Branco como um território preparado para acolher visitantes que procuram experiências ligadas à água e à natureza.
Leopoldo Rodrigues afirmou que esta certificação “reforça o posicionamento de Castelo Branco como destino náutico emergente”, sublinhando a importância estratégica deste reconhecimento para o concelho.
O Autarca destacou que “é com orgulho que recebemos esta certificação”, encarando-a como o resultado de um trabalho contínuo de valorização do território.
Para o Presidente da Câmara Municipal, este passo representa não apenas um selo de qualidade, mas também um estímulo para “continuar a investir na preservação e valorização dos cursos de água”, assumindo-os como ativos naturais fundamentais para o desenvolvimento sustentável da região.
Segundo o Presidente, esta distinção constitui “sem dúvida, um reconhecimento e um incentivo” para reforçar a aposta no turismo náutico e no desporto ao ar livre. Salientou, ainda, que o desporto tem enormes potencialidades enquanto fator de dinamização económica, promoção da saúde e coesão social, integrando diferentes gerações e promovendo hábitos de vida ativos.
Gisela Sousa e António José Correia, da Rede das Estações Náuticas de Portugal, conduziram a sessão que contou com a presença de inúmeras personalidades, entre as quais, o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Pedro Machado; o Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias; e o Secretário-Geral da Fórum Oceano, Ruben Eiras.
Pedro Machado considera que as Estações Náuticas são “um produto turístico bem estruturado”, que ao longo do tempo tem vindo a “qualificar as experiências turísticas” em Portugal.
Para o Secretário de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, este conceito representa muito mais do que uma simples oferta ligada ao mar ou aos rios: trata-se de uma estratégia integrada que organiza recursos, operadores e território de forma coerente e competitiva. O trabalho em rede permite “juntar diversos operadores turísticos e promover uma verdadeira cultura de cooperação e colaboração”, fortalecendo a qualidade da oferta e a criação de experiências mais completas e integradas para os visitantes.
Segundo Pedro Machado, as Estações Náuticas afirmam-se como um produto complementar que reforça a capacidade turística do país, não limitando o turismo náutico ao território do Litoral, uma vez que este modelo permite estruturar ofertas em rios e albufeiras, contribuindo para a valorização do Interior e para uma distribuição mais equilibrada dos fluxos turísticos.
Por fim, salientou que as Estações Náuticas “permitem dar um passo decisivo rumo à internacionalização”: ao apresentarem-se como um produto estruturado, certificado e organizado, tornam-se mais atrativas para mercados externos.