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Conselho Municipal de Segurança apresenta dados de 2025

08 mai, 2026

O Conselho Municipal de Segurança de Castelo Branco reuniu no dia 30 de abril, no Salão Nobre da Câmara Municipal, com o objetivo de analisar e refletir sobre os dados relativos à segurança no concelho durante o ano de 2025.

De acordo com as entidades com responsabilidade na área, registou-se uma diminuição global da criminalidade no município, refletindo uma tendência positiva ao nível da segurança.

- No território sob jurisdição da Guarda Nacional Republicana (GNR), de acordo com os dados apresentados pelo Capitão Roberto Ascensão, Comandante do Destacamento Territorial de Castelo Branco da GNR, verificou-se um ligeiro aumento de 4,18% de crimes registados, correspondente a mais 28 crimes face ao ano de 2024, mas menos 13 crimes do que no ano de 2023, sendo que o aumento muito se deve ao maior número de “incêndio/fogo posto em floresta, mata, arvoredo ou seara”.

No que diz respeito aos crimes mais participados, foi destacada a tipologia “incêndio/fogo posto em floresta, mata, arvoredo ou seara”, “ofensa à integridade física voluntária simples”, “condução de veículo sob efeito de álcool ou sob influência de substâncias psicotrópicas, estupefacientes ou produtos análogos” e "outro dano", perfazendo estes 4 crimes mais de 27% da criminalidade total.

De acordo com os dados apresentados, destaque para a diminuição dos crimes de “violência doméstica”, com menos 11 crimes registados e dos “furtos em geral”, nomeadamente “furto de metais não preciosos”, “furto de produtos agrícolas”, “furto em supermercado” e “furto de veículo motorizado”, com menos 32 crimes registados.

A criminalidade violenta e grave manteve-se estável, com números poucos expressivos: 12 crimes registados, sendo mais frequentes os casos de “resistência e coação sobre funcionário” (4) e “roubo por esticão” (2). A criminalidade violenta e grave está dispersa por 7 freguesias distintas, existindo mais registos nas freguesias de Castelo Branco (3), Lardosa (3) e Sarzedas (2).

- O Subintendente Rui Marques, Comandante da Área Operacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Castelo Branco, apresentou dados referentes à Criminalidade, ao Programa Escola Segura e à Sinistralidade Rodoviária.

Na área da PSP, a criminalidade denunciada registou uma diminuição global de 7% em todas as tipologias criminais, com exceção dos crimes contra a vida em sociedade, onde se inclui a “condução sob efeito de álcool”, com um acréscimo de 19%.

Os crimes contra pessoas diminuíram 10%, embora se tenha verificado um aumento nos “crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual” e nos “crimes contra a honra”.

No que diz respeito aos crimes contra a integridade física, houve um ligeiro decréscimo, sendo que a “violência doméstica” apresenta números muito similares aos do ano transato.

Os crimes contra o património seguiram igual tendência, com uma redução de 8%.

Por sua vez, a criminalidade violenta e grave apresentou um aumento de ocorrências face ao ano anterior.

No âmbito do Programa Escola Segura, foram realizadas cerca de 217 ações de sensibilização, incidindo entre várias temáticas relacionadas com violência e segurança. As ocorrências criminais nas escolas envolveram principalmente “ofensas corporais” e “injúrias e ameaças”.

Após um aumento registado no ano letivo 2024/2025, verifica-se uma tendência de diminuição no ano letivo 2025/2026.

Em relação à sinistralidade rodoviária, registou-se um aumento de 1,7% no número de acidentes, sendo as “colisões” as ocorrências mais frequentes, seguidas de “despistes” e “atropelamentos”. Apesar do aumento do número de sinistros, os acidentes com vítimas diminuíram.

- Tiago Neto, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, destacou os “incêndios urbanos”, “incêndios em equipamentos” e “incêndios em transportes” como os principais riscos tecnológicos que acumulam mais ocorrências.

Nos acidentes, as ocorrências mais frequentes envolveram “colisões rodoviárias”, “despistes” e “atropelamentos”.

Nos riscos mistos, os “incêndios em mato” lideraram o número de ocorrências, seguidos dos “incêndios em povoamento florestal” e “agrícola”, bem como situações de “quedas de árvores”, “inundações por precipitação intensa” e “movimentos de massa”. No domínio da emergência pré-hospitalar, registaram-se, em média, 19 ocorrências diárias.

- Arnaldo Braz, Presidente da Amato Lusitano - Associação de Desenvolvimento, deu a conhecer os dados da Estrutura de Atendimento, Acompanhamento e Apoio Especializado a Vítimas de Violência Doméstica (EAVD) e do Centro de Acolhimento de Emergência para Vítimas de Violência Doméstica de Castelo Branco (CAEV-CB). Ambas as estruturas estão integradas na Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, trabalhando de forma articulada com os 8 municípios pertencentes à Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB).

Em 2025, a EAVD registou 158 casos - uma diminuição de cerca de 24% face ao ano anterior (209) -, dos quais 14 foram adultos do género masculino e 98 do género feminino e ainda 46 crianças / jovens.

Por seu lado, o CAEV-CB acolheu 92 vítimas de violência doméstica, representando um aumento de cerca de 70% face ao ano de 2024 (54).

No âmbito do apoio psicológico, foram acompanhadas 70 crianças e jovens, num total de 524 sessões de avaliação de acompanhamento, e foram realizadas 11 ações de sensibilização sobre as temáticas da violência doméstica/no namoro e igualdade de género.

- O representante do Ministério Público da Comarca de Castelo Branco, na sua intervenção, destacou o aumento da tipologia criminal, relacionada com as burlas informáticas, que muitas vezes têm um difícil enquadramento jurídico, alertando para a necessidade de maior atenção por parte dos cidadãos face a este tipo de fraudes.

- Leopoldo Rodrigues, Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, manifestou satisfação pela redução global da criminalidade, mas demonstrou preocupação com o número de atropelamentos, que continuam a evidenciar tendência de crescimento no 1º trimestre de 2026.

Nesse sentido, o Município irá continuar a trabalhar nestas matérias, reforçando a identificação de pontos críticos em articulação com a PSP e retomar campanhas de sensibilização já encetadas noutros anos pelo Serviço Municipal de Proteção Civil, nomeadamente a iniciativa “Num atropelamento existem sempre duas vítimas - Não queira ser nenhuma delas”.