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Presidente da Câmara de Castelo Branco rejeita fatalismo demográfico

25 mai, 2026

O Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, rejeitou a ideia de que falar de territórios com menos população ou de baixa densidade seja um destino inevitável de declínio.

Na Sessão de Abertura do Seminário ‘Demografia e Economia nos Territórios e na Baixa Densidade’, que decorreu nos dias 22 e 23 de maio, no Museu Francisco Tavares Proença Júnior, o Autarca defendeu que estes conceitos são “desafios exigentes e oportunidades de transformação”, sublinhando que o Município “tudo tem feito e continuará a fazer para manter o rumo do desenvolvimento por via de políticas públicas”.

Leopoldo Rodrigues destacou o forte pacote de infraestruturas locais - como o Aeródromo Municipal, a linha férrea eletrificada e a ligação por autoestrada até Lisboa -, mas frisou que a região precisa que o Estado reforce o investimento público, apontando como prioridade a construção do IC31 para ligar a autoestrada à fronteira espanhola, com destino a Madrid.

O Autarca evidenciou ainda “a dinamização empresarial” com o sucesso de empresas exportadoras locais, o papel inovador do Instituto Politécnico de Castelo Branco (IPCB) e a relevância da Unidade Local de Saúde, para a qual pediu maior atenção política de modo a salvaguardar os cuidados hospitalares.

João Lobo, Presidente da Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa (CIMBB), defendeu que o combate à perda demográfica e a criação de novas centralidades só são possíveis em rede e através da articulação supramunicipal. A este propósito, revelou que um estudo recente do IPCB demonstrou um aumento na fixação de pessoas nos 8 municípios da CIMBB, “alguns acima dos 2 dígitos percentuais”.

José António Cortez, da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), lembrou que a organização tem focado, há 2 anos, a sua ação na demografia, nos seus constrangimentos e previsões de desenvolvimento. Este é, aliás, o mote do Seminário, organizado conjuntamente pela CCP e pela CIMBB, em colaboração com o Município albicastrense, que coloca em destaque a responsabilidade acrescida que as cidades têm para alavancar e dinamizar os territórios que as rodeiam.

A encerrar a Sessão de Abertura, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), José Ribau Esteves, alertou para a necessidade de serem rejeitadas terminologias negativas sobre a Região Centro, “demasiadamente assombrada com notícias negativas ligadas a incêndios e fenómenos naturais”. Em contrapartida, defendeu uma comunicação positiva: “Temos de jogar positivo, focar na notícia boa e valorizar o muito bom que temos”.

Ribau Esteves sublinhou ainda que “o motor da sustentabilidade é a economia, mas sempre em função do segundo pilar, que é o ser humano”, reforçando a urgência de serem criadas respostas concretas que fixem pessoas e garantam a competitividade do Interior.