No âmbito da ronda de reuniões de sensibilização para a construção do IC 31 — a via estrutural projetada desde a fronteira em Monfortinho à A 23 em Castelo Branco —, a Aliança Extremadura e Beira Baixa reuniu-se, por videoconferência, com mais um Grupo Parlamentar na Assembleia da República, desta vez o Iniciativa Liberal, representado pela deputada Angelique da Teresa.
Durante o encontro, o Presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco, Leopoldo Rodrigues, reforçou que as diligências em curso não assumem uma postura de oposição ao Governo. "O que se pretende é garantir que esta necessidade estrutural não seja esquecida. Reunimos recentemente com o Ministro das Infraestruturas e Habitação, que nos assegurou que o projeto irá avançar. É exatamente esse compromisso que esperamos ver cumprido", sublinhou o autarca.
A reunião contou também com a intervenção do porta-voz do movimento, Francisco Martín, que reiterou a importância estratégica da cooperação transfronteiriça para o desenvolvimento socioeconómico de ambas as regiões, destacando que esta infraestrutura permitirá a ligação contínua em formato de autoestrada entre Madrid e Lisboa.
Por sua vez, a deputada da Iniciativa Liberal garantiu a solidariedade do seu grupo parlamentar para com esta exigência.
Angelique da Teresa afirmou ser incompreensível que uma ligação com esta relevância termine a apenas 20 quilómetros da fronteira devido à ausência de construção dos cerca de 50 quilómetros em falta do lado português.
A Aliança Extremadura e Beira Baixa prosseguirá com a agenda de contactos institucionais junto dos restantes partidos com assento na Assembleia da República, tendo já assegurado encontros com o Chega, PS, PSD e Iniciativa Liberal.
Recorde-se que, no Parlamento da Extremadura, o movimento já realizou reuniões semelhantes com o PP, o PSOE e o Podemos.
Esta articulação ibérica visa também pressionar para que a conclusão da EX-A1 (via que nasce em Madrid) seja efetivada até à linha de fronteira, num troço em falta de aproximadamente de 20 quilómetros do lado espanhol.
O movimento partilhou a urgência de ver "máquinas no terreno" no mais curto espaço de tempo. Adicionalmente, defende que o traçado deve apresentar um perfil de duas faixas de rodagem em cada sentido (formato de autoestrada) e estar totalmente isento de portagens, garantindo a reciprocidade com a EX-A1 espanhola.