No passado dia 15 de outubro, pelas 16h00 reuniu o Conselho Municipal de Segurança, este órgão atua como uma plataforma essencial de concertação local. O seu propósito principal consiste em estabelecer e consolidar um modelo estruturado de articulação, partilha de informação e cooperação estreita entre todas as entidades com competências na prevenção da criminalidade, na garantia de segurança pública e na inclusão social no concelho.
Nesta sessão ordinária o Conselho Municipal de Segurança fez a análise da situação da segurança relativa ao primeiro semestre de 2026 na área do município, tendo-se pronunciado os comissários representantes das forças de segurança: GNR e PSP, o representante do Corpo de Bombeiros Voluntários de Castelo Branco e o representante das estruturas integrantes da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica situadas no município, a Associação de Desenvolvimento Amato Lusitano.
Da apresentação dos dados feita pelo representante da PSP, na área de intervenção da PSP, verificou-se um aumento da Criminalidade Geral, de 4.8%, relativamente ao 1.º semestre de 2025. Os crimes contra o património representaram no primeiro semestre de 2026, 54% da criminalidade global. A Criminalidade violenta teve um aumento real de 2 ocorrências face ao período homólogo. Foi ainda feita uma abordagem sobre o Programa Escola Segura, tendo-se registado uma diminuição de ocorrências “criminais” e “não criminais”. A sinistralidade rodoviária registou um aumento de 15% nos acidentes ocorridos e de 13% no total de vítimas, destacando-se em termos de proporcionalidade um aumento de acidentes com feridos graves. A tipologia de acidentes rodoviários que mais expressão tem são as colisões, contudo os atropelamentos tiveram, no período homólogo, um aumento significativo.
Passando à área territorial da GNR, o seu representante, deu a conhecer a evolução da criminalidade registada no concelho de Castelo Branco no 1.º semestre de 2026, em comparação com o período homólogo de 2025, identificando as tipologias e as zonas geográficas de maior agravamento, destacando-se as seguintes conclusões: o concelho de Castelo Branco registou um agravamento homólogo de 20,1% no 1.º semestre de 2026, transversal a quase todos os meses do semestre; o fenómeno dominante é o incêndio/fogo posto florestal, concentrado entre março e junho, que justifica cerca de metade do aumento verificado; nos crimes contra as pessoas, o crescimento da ameaça e coação e da violência doméstica exige resposta prioritária, apesar da descida das ofensas à integridade física; o deslocamento da criminalidade para o espaço rural e periurbano — com destaque para o eixo Lardosa / Escalos de Cima e Lousa / Benquerenças / São Vicente da Beira — recomenda o reajustamento do esforço de patrulhamento, sem desguarnecer a sede de concelho; a criminalidade patrimonial mantém-se globalmente estável, devendo, contudo, manter-se a atenção ao furto em residência e ao furto de metais não preciosos.
Relativamente aos dados partilhados pelo Corpo de Bombeiros Voluntários de Castelo Branco, das tipologias analisadas a que implica um maior empenhamento de meios é a de “Proteção e Assistência a Pessoas”, seguindo-se das “Operações e Estados de Alerta”, “Riscos Mistos” e “Riscos Tecnológicos. Destacando-se as seguintes tipologias, por terem registado um aumento, “Riscos Mistos” – “Queda de árvores”, “Desabamento de estruturas”, “Queda elementos de construção”, “Inundação – precipitação intensa”, “Dano queda rede fornecimento elétrico”, devida à Tempestade Kristin e na tipologia dos “Riscos Tecnológicos” – “Atropelamento rodoviário” e “Incêndios em Equipamentos”.
No que toca aos dados da Rede Nacional de Apoio às Vítimas de Violência Doméstica, o representante referiu igualmente um aumento de casos, relativamente ao semestre homólogo, a grande maioria são novos casos. Relativamente ao apoio às crianças envolvidas nestes casos, o número também aumentou. Na Casa Abrigo, o número de alojamentos foi mais reduzido, sendo devido a questões logísticas, de disponibilidade de alojamento.
Face a estes números os comissários deixaram algumas medidas para desagravar a tendência de aumento, nomeadamente: a sensibilização pública na área da segurança rodoviária, violência no namoro e doméstica, segurança de pessoas e bens, o reforço de patrulhamento, a melhor articulação entre entidades, bem como o condicionamento ou restrição de queimas e queimadas e trabalhos com máquinas agrícolas e florestais.