Veja aqui a Programação Cultural de janeiro, fevereiro e março 2026
Num novo ano, continuamos a aposta estratégica na programação cultural estruturada, com uma oferta nas mais diversas áreas artísticas. Com a criação
a ganhar cada vez mais peso, muito alicerçada em residências realizadas na Fábrica da Criatividade, promovemos espetáculos neste espaço e no Cine-
Teatro Avenida, bem como em outros equipamentos culturais, incluindo o Centro Cultural de Alcains.
A criação de base local e de âmbito regional é um dos vetores estabelecido como prioritário e é exemplo disso mesmo a programação de concertos pela Sinfonietta de Castelo Branco, Kodu Percussion Group, João Roiz Ensemble, Grupo de Cavaquinhos Cidade de Castelo Branco, o Castra Leuca Ensemble ou o concerto pelo Guilherme Fortunato Trio, de um jovem músico de Jazz que fará uma apresentação no Ciclo Noites Azuladas. Este investimento colhe também sinais concretos na realização de exposições como Arcadian Devils, de Jules Spaniard Raimes (Júlio Espadanal Ramos) e Fábio Powers, e Album Castrum + Vivere, de Henrique Lourenço. Em estreita interação com as artes visuais, mais uma proposta a partir dos nossos intérpretes, neste caso o Lontano Trio que dedica a Manuel Cargaleiro o programa Do Barro ao Som.
Também neste universo da ligação à cerâmica e à valorização da importância do Museu Cargaleiro, teremos, pela companhia Trigo Limpo Teatro ACERT,
o espetáculo Memória do Barro. Iremos comemorar o Dia Internacional do Teatro, com Happy Days, de Samuel Beckett, pelo Teatro Meridional, um dos textos
dramatúrgicos fundamentais por uma companhia de referência no panorama nacional. Continuando o trabalho de diálogo com a nossa região, propomos
criações vindas do Fundão, pela ESTE Estação Teatral e da Covilhã, pelo Teatro das Beiras. Neste trimestre, iniciamos o Ciclo Bonifrates ao Poder, dedicado ao teatro de marionetas, com sessões para escolas, numa perspetiva de criação de novos públicos.
A dança tem uma presença importante na nossa oferta, com propostas mais clássicas, como O Lago dos Cisnes, e perspetivas contemporâneas pela
Companhia de Dança de Almada e da criadora Rita Vilhena.
Como a memória é um dos elementos fundamentais para cimentar a identidade de uma região, iremos assinalar o centenário do nascimento da grande
acordeonista Eugénia Lima, com dois momentos diferenciados. O primeiro, a estreia da Missa Lima, do compositor Gonçalo Lourenço, com a participação
do acordeonista albicastrense Francisco Martins. O segundo momento será protagonizado por um dos acordeonistas portugueses com carreira internacional
muito relevante, João Barradas.
Desejo que esta agenda cultural seja motivadora para que a nossa comunidade e quem nos visita, desfrute de uma oferta cultural abrangente.