Às vezes escrevo poemas mas rapidamente os destruo.
Este espetáculo é a minha tentativa de “escrever” através da dança, da música e da re-construção de um espaço.
Vácuo partiu de um exercício ao longo de dois anos sobre a ideia de subtração. Subtrair o máximo que conseguir e ver o que acontece.
Novamente a solo. Acompanhada pela banda sonora da autoria da minha filha Sofia. Um caminho a duas vozes que “pretende tocar o pequeno, o imediato, o ínfimo infinito que os olhos contemplam, ali mesmo, ao alcance da mão”.*
Sílvia Real
* in Introdução, “O Japão no feminino II” - Haiku - poesia dos séculos XVII a XX, organização e
versão portuguesa Luísa Freire